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A
fabrica de motocicleta norte-americana
deu um
giro de
180º em
sua
estratégia
ao
apresentar
uma moto
sem o
tradicional
motor refrigerado
a ar
Texto
Motociclismo Magazine
outubro
2001
A
posição
de
condução
lembra
suas
irmãs
e os
pedais
de
câmbio
e freio também tem um
ar
familiar
Mas
terminam
por aí
as
similaridades
desta
nova
motocicleta
norte-americana
para os
outros
modelos
que já
conhecemos.
No
último
meio
século
a H-D
apresentou
poucas
novidades
mais
revolucionárias
que a
V-Rod,
uma
moto
que
não
tem
nada a
ver com
o
típico
bicilíndrico
a 45º,
com
duas
válvulas
e
refrigeração
a ar.
A
V-Rod
supõe
uma
mudança
radical
no rumo
da
motocicleta norte-americana.
O novo
modelo
VRSCA (V-twin
Racing
Street
Custom
e o A
vem por
ser a
primeira)
causou
grande
sensação,
resta
saber
se os
"harleystas"
gostaram,
pois
parece
que
não,
tanto
que
Willie
G.
Davidson
assegurou
que o
tradicional
bicilíndrico
em V
seguirá
em
produção
enquanto
estiver
vivo.
Este
neto de
um dos
fundadores
não é
mais um
"menino",
e se
tudo
correr
normalmente
a V-Rod
sobreviverá
a Willie.
A
grande
novidade
está
no
motor,
um
bicilíndrico
que
sobe de
giros
com
limpeza
e
facilidade,
responde
sem
problemas
ao
golpe
do
acelerador,
começa
a
"falar"
desde
as 2000
rpm e a
partir
das
3300
rpm já
está
forte.
A moto,
com uns
280 Kg,
anda
bem
quando
levamos
o motor
a
médios
giros.
Acabou
aquele
lema de
que
"o
caminho
é a
meta"
porque
a V-Rod
vai bem
de
curva
em
curva,
com uma
aceleração
que nos surpreendeu.
O
propulsor
em V a
60º
foi
concebido
tomando
como
base a
Superbike
VR
1000,
ainda
que a
motocicleta
norte-americana
tenha
utilizado
o
centro
de
desenvolvimento
da
Porsche
em
Weissach,
na
Alemanha,
para
que
acertassem
o
V-2.
Para
que o
propulsor
subisse
de
giros
rapidamente
manteve-se
a
cilindrada
dentro
de uns
limites
razoáveis,
com
diâmetro
e
curvas
em
100x72
mm,
duas
válvulas
de
escape
de 34,5
mm e 40
mm
alimentados
por uma
injeção
eletrônica.
Embaixo
do
falso
tanque
encontra-se
o
filtro
de ar,
enquanto
a
gasolina
é
armazenada
em
baixo
do
assento.
AUTÊNTICA
HOT-ROD
A
V-Rod
surpreende
de
forma
positiva
graças
à
mescla
de
facilidade
de
condução,
potência
e
suavidade,
além
de
estarmos
diante
de uma
H-D que
não
vibra.
O câmbio de 5
velocidades
é
preciso,
ainda
que às
vezes
ele nos
traz
lembranças
da Fat
Boy e
companhia.
A distância entre
eixos,
1713 mm
é mais
apropriada
para as
longas
retas
das
"highways"
americanas
que
para
estradas
sinuosas.
Para
uso
normal
a
agilidade
da
V-Rod
é
suficiente,
já que
ela
muda de
direção
com
facilidade,
uma vez
que o
piloto
esteja
acostumado
ao
guidão
largo.
Os
freios
funcionam
com
eficácia,
da
mesma
forma
que as
bengalas
Showa,
apesar
de
estar
um
pouco
mole.
Aqui
também
será
necessário
fazer
um
teste
mais
longo
em
estradas
esburacadas
para
ver
como se
defende
a V-Rod
em
ambiente
mais
hostil.
Os dois
amortecedores
traseiros
convencionais
têm um
curso
de
apenas
60 mm e
100 mm
nas
bengalas,
todos
da
marca
Showa.
O
assento
com
grande
espuma
faz um
pouco o
serviço
do
amortecedor
traseiro.
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Este
novo
modelo
é um
autêntico
"Hot-Rod"
de
duas
rodas.
Lembra
aqueles
inventos
com os
quais
a
juventude
americana
tirava
"racha"
de
semáforo
em
semáforo.
Uns
carros
que
simbolizavam
potência,
dinamismo
e
velocidade.
Até
agora
a H-D
não
tinha
como
cobrir
este
segmento,
pois
não
contava
com um
propulsor
que
tivesse
potência
suficiente.
A
marca
de
Milwaukee
estava
necessitando
captar
novos
clientes
e
potenciais
compradores,
que
buscam
um
nível
técnico
mais
sofisticado
que do
"harleysta
normal".
O
departamento
de
design,
dirigido
por
Willie
G.
Davidson,
arriscou
muito
com a
estática
da
V-Rod,
mas o
resultado
foi um
êxito.
Os
conhecedores
da
marca
não
podem
evitar
um: é
uma
motocicleta
norte-americana!!
O
sucesso
estético
se
deve a
soma
de
todos
os
detalhes,
algo
similar
com o
que
ocorreu
com a
MV
Augusta.
Os 30
Kg do
chassi,
cor
prata,
também
ajudam
a
formar
uma
imagem
elegante.
Todas
as
partes
metálicas
estão
perfeitamente
integradas
até
formar
uma
estampa
inconfundível,
a da
nova
motocicleta
norte-americana
VRSCA
V-Rod.
Ainda
não
existe
uma
previsão
da
V-Rod
chegar
ao
Brasil,
pelo
menos
em
2002,
mas
quando
ela
vier
provavelmente
custará
em
torno
de U$$
32 mil
comerciais
segundo
o
importador.
FICHA
TÉCNICA:
MOTOR:
TIPO:
BICILÍNDRICO E v A
60º,
4T REFRIGERADO
A
ÁGUA.
CABEÇOTE:
DOCH,
08
VÁLVULAS
CILINDRADA:
1130
CM3
DIÂMETRO
X
CURSO:
100
X 72
mm
TAXA
COMPRESSÃO:
11,3:1
POTÊNCIA
MÁXIMA:
115
CV A
8500
rpm
POTÊNCIA
ESPECIFICADA:
N/D
TORQUE
MÁXIMO:
10,1
kgfm
a7000rpm
ALIMENTAÇÃO:
INJEÇÃO
ELETRÔNICA
PARTIDA:
ELÉTRICA
TRANSMISSÃO
EMBREAGEM:
MULTIDISCOS
EM
ÓLEO
CÂMBIO:
5
MARCHAS
TRANS.
SECUNDÁRIA:
CORREIA
DENTADA
QUADRO
TIPO: BERÇO
DUPLO
LATERAL
CÁSTER:
34º
TRAIL:
99
mm
SUSPENSÃO
DIANTEIRA:
GARFO
CONVENCIONAL
BARRAS
DE 49
mm
CURSO:
100
mm
REGULAGENS:
NÃO
TEM
TRASEIRA:
2
AMORTECEDORES PARAL.
CURSO:
60
mm
REGULAGENS:
NA
PRÉ-CARGA
DA
MOLA
FREIOS
DIANTEIROS:
DUPLO
DISCO
DIÂMETRO:
292mm
PINÇA:
4
PISTONS
TRASEIRO:
DISCO
ÚNICO
DIÂMETRO:
292 mm
PINÇA:
DUPLO
PISTON
DIMENSÕES
DIST
ENTRE EIXOS:
1715
mm
ALTURA
DO
BANCO:
688
mm
CAPAC.
DO
TANQUE:
15
LITROS
PESO
(SECO):
270
kG
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